Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 21.jun.2017, Hebreus 4

Visto que temos um grande Sumo Sacerdote, JESUS, FILHO de DEUS, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.
[Hebreus 6.20; 1.2-3; 8.1; 9.24; 10.12]
Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém Um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
[2Coríntios 5.21; João 8.46; Hebreus 7.26; 2.17-18]
Cheguemos pois com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
[Efésios 3.12; Filipenses 4.6-7; Êxodo 25.17-22; Levítico 16.2; 1Crônicas 28.11]

[659,985]

julho 29, 2008

Conhecendo a Bíblia - 13ª parte

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O PRIMEIRO LIVRO DAS CRÔNICAS

1 e 2Crônicas eram originalmente um só livro. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Crônicas, muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. No entanto, Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. Além disso, os versículos finais de 2Crônicas 36.22,23, repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Esdras 1.1-3). Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Crônicas, mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Crônicas tenham estilo, vocabulário e conteúdo similares. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta, é razoável assumir que “o cronista” tenha sido Esdras.

Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2Crônicas, é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. V aC. O último evento registrado nos versículos finais de 2Crônicas é o decreto de Ciro, rei da Pérsia, que dá licença à volta dos judeus para Judá. É datado como 538-537 aC. e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. No entanto, a última pessoa mencionada em 1 e 2Crônicas é realmente Anani, da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Crônicas 3.24). Jeoaquim foi deportado para a Babilônia em 597 aC. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos), o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. Portanto, a data para 1 e 2Crônicas pode ser situada entre 425 e 400 aC.



O CILINDRO DE CIRO é um cilindro de barro que registra um importante decreto de Ciro, Rei dos Persas. Ciro adotou a política de autorizar os povos exilados em Babilônia retornarem às suas terras de origem. Veja Esdras 1:2-4. Este decreto foi emitido no seu 1º ano após a conquista de Babilônia, isto no ano 538-537 a.C.. A conquista de Babilônia, de um modo rápido e sem batalha pelos medos e persas, descrita em Daniel 5:30-31, é confirmada no relato do Cilindro de Ciro. Ver Isaías 44:28; 2Crônicas 36:22,23. Durante 50 anos, entre 587 a 537 a.C., Jerusalém esteve desabitada em completa ruína. Somente depois do Decreto de Ciro, se reuniu uma primeira vaga de judeus exilados que viajou desde Babilônia até à terra de Judá. Era seu objetivo primário reconstruir o Templo de Jerusalém. Esdras 1-2.


O livro de 1Crônicas cobre o período que vai de Adão até a morte de Davi, ao redor de 971 aC. É um período de tempo extraordinário, pois abrange o mesmo período coberto pelos primeiros 10 livros do Antigo Testamento, de Gênesis até 2Samuel. Se as genealogias de 1Crônicas 1-9 fossem ignoradas, 1 e 2Crônicas cobririam aproximadamente o mesmo período de tempo de 1 e 2Reis. No entanto, o cenário específico de 1 e 2Crônicas é o período de tempo que vem depois do exílio. Durante essa época, o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença para voltar a Jerusalém e reconstruir o templo, a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão.

O livro de 1Crônicas tem duas divisões principais. A primeira seção é constituída por 9 capítulos de genealogias. As genealogias começam com Adão e continuam, atravessando todo o período do exílio, até àqueles que retornaram para Jerusalém. Com freqüência não se dá muita importância a esta seção. Contudo, assim como nos Evangelhos de Mateus e Lucas, as genealogias formam a base das narrativas que se seguem. 1Crônicas está carregado de genealogias para sublinhar a necessidade de pureza racial e religiosa. As genealogias são compiladas seletivamente para realçar a linhagem de Davi e da tribo de Levi.

A segunda parte de 1Crônicas (caps. 10-29) registra os eventos e realizações do rei Davi. O cap. 10 serve como prólogo para resumir o reinado e a morte do rei Saul. Nos caps. 11 e 12, Davi se torna rei e conquista Jerusalém. O restante das narrativas sobre Davi está enfocada sobre três aspectos significativos do seu reinado, ou seja, o transporte da arca do Testemunho para Jerusalém (caps. 13-17), suas proezas militares (caps. 18-20) e os preparativos para a construção do tempo (caps. 21-27). Os dois últimos capítulos de 1Crônicas recorda os últimos dias de Davi.

Há duas referências claras ao Espírito Santo em 1Crônicas. A primeira está em 12.18, em que o “Espírito” entrou em Amasai e o capacitou a fazer uma declaração inspirada. E a segunda em 28.12, a qual explica que por meio do ministério do Espírito (ânimo) os planos do templo foram revelados a Davi.
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julho 27, 2008

Conhecendo a Bíblia - 12ª parte

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O SEGUNDO LIVRO DOS REIS

O Relatório Histórico que Mostra a Mão Providencial de Deus no Estabelecimento da Nação de Israel


Deus visto como sendo longânimo, mas firme para efetuar o propósito eterno. Livros dos profetas foram escritos durante do período destes dois livros de 1 e 2 Reis: À Nínive – Jonas, à Israel - Amós, Oséias, Joel , à Judá - Isaías, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Jeremias, Malaquias, Zacarias, Ezequiel. Também durante esta época, foram colocados na sua forma presente os livros de Provérbios. Eclesiastes e Cantares de Salomão.

2Reis era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Reis. Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Reis seja incerta, acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. VI aC.

Os acontecimentos descritos em 2 Reis abrangem um período de cerca de 300 anos. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC., incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC, passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus, foram grandes mudanças e sublevações. Havia luta interna e pressão externa. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e conseqüente cativeiro de ambas as nações.

2Reis retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá. Assim como 1Reis, é difícil seguir o fluxo da narrativa. O Autor ora está falando do Reino do Norte, Israel, ora do Reino do Sul, Judá, traçando simultaneamente suas histórias. Israel teve 19 governantes, todos ruins. Judá foi governado por 20 regentes, dos quais apenas oito foram bons. 2Reis recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos, enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros. A atenção maior é dirigida àqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso.

O fracasso dos profetas, sacerdotes, e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios. Como profeta, a palavra de Cristo ultrapassa largamente à dos ofícios. Como profeta, a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do grande profeta Elias (Mateus 17.1-5), Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis. Além disso, Cristo é um sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis (Hebreus 7.22-27). 1Reis ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções. Quando perguntado se era rei dos judeus, Jesus afirmou que era (Mateus 27.11). No entanto, Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis (Mateus 12.42). O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou, mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre (1Crônicas 17.14; Isaías 9.6), pois ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Apocalipse 19.16).

Há uma referência indireta ao Espírito Santo na frase “teu espírito" em 2.9,15. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus. 2Reis 2.9,16 fornece um paralelo interessante entre Atos 1.4-9 e 2.1-4. Elias foi elevado ao céu, Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre, e a promessa foi cumprida. Da mesma maneira, Jesus ascendeu, os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa, e o Espírito Santo desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou.

Uma alusão final ao Espírito Santo aparece em 2Reis 3.15. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu, capacitando-o a profetizar ao rei Josafá. A fórmula “a mão do SENHOR” se refere à inspiração divina dos profetas.
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julho 20, 2008

Conhecendo a Bíblia - 11ª parte

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O PRIMEIRO LIVRO DOS REIS

O Relatório Histórico que mostra a mão providencial de Deus no Estabelecimento da Nação de Israel

Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Reis seja incerta, acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. VI aC.

O último acontecimento mencionado em 2Reis é a libertação do Rei Joaquim, de Judá, que estava preso na Babilônia. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC, os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. O autor de Reis teria mencionado, provavelmente, um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC, caso houvesse tido conhecimento desse evento. Como não há menção dessa importante notícia em Reis, conclui-se, então, que Reis tenha sido escrito, provavelmente antes de 538 aC, embora os eventos registrados em 1Reis tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo.

Os acontecimentos descritos em 1Reis abrangem um período de cerca de 120 anos. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi, em cerca de 971 aC, até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel), em cerca de 853 aC. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus, foram grandes mudanças e sublevações. Havia luta interna e pressão externa. O resultado foi um momento tenebroso, em que um reino estável, dirigido por um líder forte, dividiu-se em dois. 1 e 2 Reis eram, originalmente, um só livro, que continuava a narrativa de 1 e 2 Samuel. Os compositores do Antigo T grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Samuel eram 1 e 2 Reinos). O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período.

Os livros de 1 e 2 Reis começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Samuel interrompem. No entanto, Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Na realidade, não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). Ao contrário, 1 e 2 Reis são uma narrativa histórica seletiva, com um propósito teológico. O autor, portanto, seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. Em 1 e 2 Reis, Deus é apresentado como Senhor da história.

1Reis 18.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo, onde é chamado de “Espírito do Senhor”. As palavras de Obadias lá indicam que o Espírito Santo algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Reis 2.16) Percebe-se uma relação com Atos 8.39-40, em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar.

Há uma alusão, em 18.46 (“a mão do SENHOR”), à ação do Espírito Santo em capacitar Elias para operar milagres, A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Reis 3.15 e Ezequiel 1.3; comparar com 1Samuel 10.6,10 e 19.20,23). Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao Espírito Santo que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente.

Além dessas passagens, 1Reis 22.24 pode ser outra referência ao Espírito Santo. Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Samuel 10.6,10; 19.20,23). Se esta interpretação é aceita, então estaria em paralelo com 1Coríntios 12.7-11, que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do Espírito Santo.

A figura de Elias na Bíblia

O próprio nome Elias, que significa "Yahweh é Deus" ou "Yahweh é meu Deus", já expressa seu caráter e sua função na história bíblica. Ele foi um vencedor do monoteísmo de Yahweh. É ele quem mantém a fé em Yahweh entre o povo e quem luta com vigor pelos Seus direitos. Sua árdua luta contra todo sincretismo religioso faz deste profeta, que "surgiu como fogo e cuja palavra queimava como uma tocha", uma figura de primeira linha na sucessão das duas Alianças. Os livros dos Reis nos contam sua vida de forma ampla. Nesta narração distinguem-se dois ciclos: "o ciclo de Elias" (1Reis 17 - 2Reis 1.18), que se centra na atividade do profeta, e o "ciclo de Eliseu" (2Reis 2-13), que começa com o arrebatamento de Elias, momento em que Eliseu o sucede.

Originário de Tesbi, Elias exerceu seu ministério no reino do Norte, no século IX a. C., em tempos de Acabe e de Acazias. Elias era sobretudo o inspirador da vida de oração. Ele exorta a se praticar a plenitude do amor divino. "Até quando vais estar mancando?", é apresentado também no Novo Testamento como modelo de oração eficaz. (Tiago 5.17).

Na transfiguração de Jesus no Tabor, Elias aparece junto com Moisés (Mateus 17.1-8; Lucas 9.28-36), também favorecido por uma teofania no Sinai. Elias permanece ligado a Moisés na Antiga Aliança, da qual um é o legislador que a conclui, e o outro é o profeta que a conserva intacta e pura. A presença de ambos no Tabor é destinada a testemunhar, na antecipada exaltação de Jesus, que a nova Aliança é o coroamento da Antiga.
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julho 12, 2008

Conhecendo a Bíblia - 10ª parte

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O SEGUNDO LIVRO DE SAMUEL

A Conseqüência do Pecado É Ampla

2Samuel trata da ascendência de Davi ao trono e dos quarenta anos do seu reinado. O livro está enfocado na sua pessoa. E começa com a morte de Saul e Jônatas na batalha do monte Gilboa. Davi é, então, ungido rei sobre Judá, sua própria tribo. Há um jogo de poder pela casa de Saul entre Isbosete, filho de Saul e Abner comandante-chefe dos exércitos de Saul. Embora a rebelião tenha sido sufocada, esse relato sumário descreve os sete anos e meio anteriores à unificação do reino por Davi. “E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi; porém Davi se ia fortalecendo, mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo” (3.1).

Davi unifica tanto a vida religiosa quanto política da nação ao trazer a arca do Testemunho da casa de Abinadabe, onde havia estado deste que fora recuperada dos filisteus (cap. 6).

O tema do Rei vindouro, o Messias, é introduzido quando Deus estabelece uma aliança perpétua com Davi e seu reino. “Teu trono será firme para sempre” (7.16).

Davi derrota com sucesso os inimigos de Israel, e inicia-se um período de estabilidade e prosperidade. Tristemente, porém, a sua vulnerabilidade e fraqueza o leva ao pecado com Bate-Seba e ao assassinato de Urias, esposo dela.

Apesar do arrependimento de Davi depois de confrontado com o profeta Natã, as conseqüências da sua ação são declaradas com todas as letras: “Agora, pois, não se apartará a espada jamais de tua casa” (12.10).

Absalão, filho de Davi, depois de uma longa separação de seu pai, instiga uma rebelião contra o rei, e Davi foge de Jerusalém. A rebelião termina quando Absalão, pendurado numa árvore pelos cabelos, é morto por Joabe. Há uma desavença entre Israel e Judá a respeito da volta do rei a Jerusalém. Um rebelde chamado Seba instiga Israel a abandonar Davi e a voltar para casa. Embora Davi tome uma série de decisões desafortunadas e pouco sábias, a rebelião é sufocada, e Davi é mais uma vez estabelecido em Jerusalém.

O livro termina com dois belos poemas, uma lista dos valentes de Davi e com o pecado de Davi em fazer o censo dos homens de guerra de Israel. Davi se arrepende, compra a eira de Araúna e apresenta oferendas ao Senhor no altar que constrói.

Davi e seu reino esperavam a vinda do Messias. O cap. 7, em especial, antecipa o futuro Rei. Deus interrompe os planos de Davi de construir uma casa para a arca e explica que enquanto Davi não pode construir uma casa para Deus, Deus está construindo uma casa para Davi, ou seja, uma linhagem que dure para sempre.

Pela sua vitória sobre todos os inimigos de Israel, pela sua humildade e compromisso com o Senhor, pelo seu zelo a favor da casa de Deus e pela associação dos ofícios de profeta, sacerdote e rei na sua pessoa, Davi é um precursor da Raiz de Jessé, Jesus Cristo.

Jesus explicou a obra do Espírito em João 16.8: “E, quando ele vier convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo.” Nós vemos claramente a ação do Espírito Santo através desses dois modos em 2Samuel. Ele atuava com mais freqüência através do sacerdócio. Sua atuação como conselheiro pode ser apreciada nas muitas ocasiões em que Davi “consultou o Senhor” através do sacerdote e do éfode.

A obra de convencer e de condenar do Espírito é claramente percebida quando o profeta Natã enfrenta Davi por causa do seu pecado com Bate-Seba e Urias. O pecado de Davi é desnudado, a justiça é feita, e o julgamento é anunciado. Isso, no quadro microcósmico de 2Samuel, ilustra o amplo ministério do Espírito Santo no mundo através da igreja investida do poder do Espírito.
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julho 06, 2008

Conhecendo a Bíblia - 9ª parte

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O PRIMEIRO LIVRO DE SAMUEL

Bênção Verdadeira Vem Com Espiritualidade Pura

O autor de 1Samuel não é nomeado neste livro, mas é provável que Samuel ou tenha escrito ou fornecido a informação para, 1-25.1, o que engloba sua vida e ministério até sua morte. A autoria do restante de 1Samuel não pode ser determinada com certeza, mas alguns supõem que seja do sacerdote Abiatar.

Por causa da referência à cidade de Ziclague, que “pertence aos reis de Judá, até o dia de hoje” (27.6), e por outras referências a Judá e a Israel, sabemos que 1Samuel foi escrito depois da divisão da nação em 931 aC. Além disso, como não há menção à queda de Samaria em 722 aC, deve ser datado antes deste evento. O livro de 1Samuel cobre um período de cerca de 140 anos, começando com o nascimento de Samuel em redor de 1150 aC e terminando com a morte de Saul em redor de 1010 aC.

Israel havia sido governado por juizes que Deus levantou em momentos cruciais da história da nação; no entanto, a nação havia se degenerado moralmente e politicamente. Havia estado sob a investida violentas e desalmadas dos filisteus. O templo de Siló fora profanado e o sacerdócio se mostra corrupto e imoral. Em meio a essa confusão política e religiosa surge Samuel, o milagroso filho de Ana. De uma forma notável, a renovação e a alegria que esse nascimento trouxe à sua mãe prefiguram o mesmo para a nação.

Os próprios filhos de Samuel não eram reflexo do seu caráter piedoso. O povo não tinha confiança nos seus filhos; mas a medida em que Samuel envelhecia, pressionavam-no para que lhes desse um rei. Com relutância, ele acaba cedendo. Saul, homem vistoso e carismático, é escolhido para tornar-se o primeiro rei. O seu ego era tão grande quanto a sua estatura. Pela sua impaciência, exerceu funções sacerdotais, em vez de esperar por Samuel. Depois de desprezar os mandamentos de Deus, foi rejeitado por ele. Depois dessa rejeição, Saul tornou-se uma figura trágica, consumida por ciúme e medo, perdendo gradualmente a sua sanidade. Gastou os seus últimos anos numa incansável perseguição a Davi através das regiões montanhosas e desérticas do seu reino, num desesperado esforço para eliminá-lo. Davi, no entanto, encontrou um aliado em Jônatas, filho de Saul. Ele advertiu Davi sobre os planos do seu pai para matá-lo. Finalmente, depois que Saul e Jônatas são mortos em batalha, o cenário está pronto para que Davi se torne o segundo rei de Israel.

As semelhanças entre Jesus e o pequeno Samuel são surpreendentes. Ambos são filhos de promessa. Ambos foram dedicados a Deus antes do nascimento. Ambos forma pontes de transição de um estágio da história da nação para outro. Samuel acumulou os ofícios de profeta e sacerdote; Cristo é profeta, sacerdote e rei.
O fim trágico de Saul ilustra o destino final dos reinos terrenos. A única esperança é um Reino de Deus na terra, cujo soberano seja o próprio Deus. Em Davi começa a linhagem terrena do Rei de Deus. Em Cristo, Deus vem como Rei e virá novamente como Rei dos reis.
Davi, o pequeno e humilde pastor, prefigura a Cristo, o bom pastor. Jesus torna-se o Rei-pastor definitivo.

1Samuel contém notáveis exemplos da vinda do Espírito Santo sobre os profetas, bem como sobre Saul e seus servos. Em 10.6, o Espírito Santo vem sobre Saul, que profetiza e “se transforma em outro homem”, isto é, é equipado pelo Espírito para cumprir o chamado de Deus.

Depois de ser ungido por Samuel, “desde aquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (16.13). O fenômeno do Espírito inspirando a adoração ocorre no cap. 10 e em 19.20. Esse fenômeno não é como o frenesi impregnado de emotividade dos pagãos, mas verdadeira adoração e louvor a Deus pela inspiração do Espírito, em semelhança ao ocorrido no dia de Pentecostes (At 2).

Mesmo nos múltiplos usos do éfode, Urim e Tumim, esperamos ansiosamente pelo momento em que o “Espírito da Verdade” nos irá guiar em “toda a verdade”, nos falará sobre “o que há de vir” e “há de receber do que é meu (de Jesus)” e no-lo “há de anunciar” (Jo 16.13,14).
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